sábado, 30 de junho de 2012

Aquele enfeite é a Lua (ou será eu?)


A lua parece um enfeite
Que alguém colocou para nos fazer pensar...
Ou talvez não...

Mas o que?

Eu digo no que pensar da lua?
Para que?

E isso importa?

A lua está lá só para ser apreciada,
É o infinito atrás dela que nos revela instabilidade
O que causa desconforto
O que nos faz refletir:

“Vale a pena?”

Só ouço o vento


Sou um sonhador
E os meus sonhos são a minha destruição
Pois sonhos são utópicos
Quando não se sonha para si mesmo
Acreditar deve ser egoísta
Por que de nada vale em mudanças

Velhos hábitos não mudam
E você reclama do sistema.

Você é o sistema imbecil
As atitudes das quais você reclama
Você também pratica
E torna a praticar
Pare de ter pena das viúvas, dos pobres
Dos cegos, dos aleijados
Tenha pena de si mesmo

Eu tenho de mim

Não pelo que sou
Minhas habilidades e minha consciência e reconheço
Não são sobrenaturais, nem são sobre humanas
São habilidades, como a de qualquer um
Não vou mudar o mundo, nem o quero
Minha felicidade é observar as pessoas a minha volta
Se debatendo no abismo
Ou ficam de costas para não ver a queda

Eu não ligo para o abismo
Mas prefiro ver as pessoas
As vezes olho para o fundo
Para ver se o chão está próximo
Quero ver o chão antes de bater

Por enquanto só ouço o vento
E algumas pessoas gritando