segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Aquela...

De fato ainda te mantenho na memória
Não por mim, mas pelo meu medo
Vi teu futuro, já imerso no vazio que você já vive
Minhas lagrimas rolam em penar
Você irá escolher este abismo que dança ao redor
E continua caindo

Largaria todos os sentimentos que ainda nutro por você, se te visse largar sua hipocrisia
Mas só posso negar a tua imagem a meus olhos neste momento
Para que meu coração não se rasgue

Estou farto de revolucionários de corações vazios
De copos cheios de certezas
De livros e emissoras sem paz
E de gerações que procuram um riso dentro da rede

Estou farto do amor nas camas e de almas que não se unem
Cicatrizes opcionais elevam símbolos para a morte pedindo paz
E quem eleva a vida; se matem calados

Quem se instruiu mentiu para si mesmo
E quem se manteve néscio, assim fica

E você se mantém assim
Inexorável
Distante

Deita-se apenas com sua sombra
Deixa conhecer-te pelo calor de suas pernas
E nada mais se conhece

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Está chovendo lá fora

Está chovendo lá fora

Ouvi uma música muito bonita hoje
Era de Nelson Cavaquinho
"Tire esse sorriso do caminho,
que eu quero passar com a minha dor.
Se hoje, pra você eu sou espinho.
O espinho não machuca a flor."

Me lembrei de você hoje
Talvez porque chova lá fora,
Não sei!

Queria estar lá fora
É, com a chuva
Queria esquecer as trivialidades
as ambições, meus desejos

Está chovendo lá fora
Sabia que as gostas se fundem e se separam?
E repetem isso.
Se elas fossem como nós
Você acha que esperariam para se ver de novo?

Está chovendo lá fora
Talvez por que eu queira esquecer todas as trivialidades

Queria estar lá fora
Com as ambições, meus desejos

Me lembrei de você hoje